Enquanto caía uma discreta chuva em Fortaleza, na manhã de ontem, o Governo do Estado
apresentava o prognóstico para a quadra chuvosa de 2017: depois de cinco anos de seca, a
probabilidade de chuvas dentro da média histórica é de 40% para os meses de fevereiro,
março e abril, segundo informou a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos
Hídricos (Funceme), durante o XIX Workshop Internacional de Avaliação Climática para o
Semiárido Nordestino. No entanto, o clima permaneceu nublado, e os discursos do
presidente do órgão, Eduardo Sávio, e do secretário estadual de Recursos Hídricos,
Francisco Teixeira, eram de preocupação.
"A chuva se for bem distribuída pode até contribuir para uma boa safra agrícola. Outra coisa
é chuva intensa para encher reservatório. Pode encher os pequenos e médios reservatórios,
mas os grandes precisam de chuvas mais intensas. Então, nossa atenção estará voltada
para os açudes Orós, Castanhão e Banabuiú, que são importantes para o maior centro de
irrigação do Estado que é o Baixo Jaguaribe e para o maior centro de consumidor de
água e abastecimento, que é Fortaleza", alerta Teixeira.